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APAE - IBEMA

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Quem Somos

                    A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) faz parte integrante do movimento apaeano brasileiro.  Este se constitui numa organização não-governamental (ONG), de caráter filantrópico, sem fins lucrativos, gerenciados nacionalmente pela Federação Nacional das APAEs e, em âmbito Estadual, pela Federação do Estado do Paraná.Incentivados pelos estudos, pesquisas e trabalhos desenvolvidos com os excepcionais na Europa e nos Estados Unidos, alguns brasileiros iniciaram a organização já no século XIX, de serviços para atender cegos, surdos, deficientes mentais e físicos. Porém, somente no final da década de 50 e início dos anos 60 do século XX, a educação especial é incluída na política educacional brasileira.No dia 11 de dezembro de 1954 foi fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), na cidade do Rio de Janeiro.  Esta foi seguida da criação de APAEs em muitos municípios brasileiros, transformando-se na grande família Apaeana que tem missão social de promover e articular ações de defesa de direitos, prevenções, orientações, prestação de serviços, apoio à família,  direcionando à melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência e a construção de uma sociedade justa e  solidária.A história da APAE no município de Ibema teve seu início no ano de 1989, quando em visita às famílias, durante a campanha para a eleição do primeiro prefeito de Ibema, Ligia Napoli da Fonte e Maria de Lourdes M. Schram, constataram vários casos de crianças com deficiências que estavam sem atendimento escolar. Em 1990, após ter assumido o mandato o prefeito municipal, José Roberto da Fonte, entregou a relação dos casos detectados à professora Irdes Santina Capelesso, para que a mesma realizasse visitas e averiguasse os casos. Foram encontradas doze crianças em idade escolar que necessitavam de atendimento especializado na área de deficiência mental. Com a constatação dos casos, o prefeito solicitou ao secretário da educação e da cultura, Juscelino Paiola para entrar em contato com a APAE de Guaraniaçu, a fim de ver a possibilidade de encaminhar os casos para a Escola Especial Pequeno Príncipe, daquela cidade. Após o estudo realizado optou-se por fundar uma Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais em nossa cidade.No dia 12 de setembro de 1990, em reunião realizada no salão nobre do Colégio Cenecista Francisca Gomes Napoli, contando com a presença da professora Maria Raimunda Tenfem, responsável pelo setor de Educação Especial do Núcleo Regional de Educação de Cascavel; da professora Ivanilde Maria Tibola, diretora da Escola Especial Valéria Meneguel, APAE de Cascavel representando a Delegacia Regional das APAEs; do prefeito municipal de Ibema, José Roberto da Fonte, representantes do poder Legislativo; professoras  de Educação Especial e membros da comunidade, foi fundada a ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS EXCEPCIONAIS  - APAE DE IBEMA. Nesta mesma reunião foi composta a Diretoria Provisória com a incumbência de organizar e regulamentar a Associação.No dia 12 de outubro do mesmo ano, em nova Assembléia Geral, o Estatuto da Associação foi apresentado e aprovado.

No dia 3 de dezembro de 1990, em nova Assembléia, contando novamente com a presença da representante da Delegacia Regional das APAEs, Ivanilde Maria Tibola, foi realizada a Eleição para a Diretoria, com duração de dois anos.

Como um de seus primeiros atos, durante reunião realizada em 30 de janeiro de 1991, a Diretoria tomou a decisão de criar uma escola especializada para atender alunos com deficiência mental.  Deram-lhe o nome de: Escola de Educação Especial Lar Esperança.

No decorrer do ano a diretoria executiva empreendeu esforços no sentido de conseguir a documentação legal necessária para a abertura da Escola.

Em 30 de junho de 1991, foi realizado o contrato de locação do espaço físico. Em 12 de agosto, do mesmo ano, a Escola dá início ao trabalho pedagógico.

A Escola de Educação Especial Lar Esperança, foi autorizada a funcionar através da Deliberação Nº 2824/91 e 04/09/1991, expedida pelo Conselho Estadual de Educação - CEE.

Como a Escola não dispunha de sede própria, foi empreendida luta para conseguir o terreno e recursos financeiros para a construção da mesma. O terreno foi doado pela Prefeitura Municipal, sem muitas dificuldades o que não ocorreu com os recursos para construção. Muitos projetos foram elaborados enviados a diferentes órgãos do governo.  A resposta era sempre mesma: 'Só temos verba para reforma e ampliação, não temos para a construção'.

No ano de 1995 conseguimos R$ 8.000,00 do dízimo Pró Vida R$10.300,00 foram repassados pelo convênio com a SEED e R$ 10.383,00 do PROVOPAR.

Com esses recursos e mais a colaboração da comunidade que nos doou o telhado, construímos a atual estrutura física da Escola que foi inaugurada em 28/11/1996.

Mantemos contatos com a Federação Estadual e a Delegacia Regional que atuam como articuladores, visando garantir a unidade filosófica/educacional do movimento que é a de 'promover e articular ações de defesa de direitos, prevenção, orientação, prestação de serviços, apoio à família, direcionadas à melhoria da qualidade de vida da pessoa com deficiência e a construção de uma sociedade justa e solidária. Nossa Escola vincula diretamente à Delegacia Regional de Educação de Cafelândia, mantendo freqüentes contatos com os órgãos dos sistemas Estaduais, municipais e Rede Privada de Ensino.

No primeiro ano de funcionamento da Escola, foi elaborada proposta curricular diversificada contemplando programas de Educação Precoce, Pré-Escolar e Ensino Fundamental, Treinamento Básico e Iniciação para os Trabalho. Com o passar dos anos, sentimos a necessidade de introduzir a Educação Profissional e o Programa Pedagógico Específico.

Os progressos pedagógicos conquistados pelos alunos foram percebidos pela comunidade, especialmente pelos familiares que constataram as mudanças de comportamento e atitude de seus filhos.

De 1998 a 2005 dezoito (18) alunos foram encaminhados para programas de Ensino Regular e/ou Classe Especial, sem contar os da Educação Infantil, que estavam com atraso no desenvolvimento neuro-psico-motor, e tendo atingido o desenvolvimento normal para sua idade, não necessitando mais do atendimento, deixaram de freqüentar o programa de Educação Infantil – 00 a 03 anos, conseqüentemente, a escola.

Paralelo ao programa educacional foi desenvolvido a reabilitação na área da saúde com tratamento fisioterápico, terapia ocupacional, neurologia, assistência social, psicológico e fonoaudiólogo.  Os atendimentos médicos e odontológicos foram realizados pelo SUS, através do Posto de Saúde em número reduzido e de maneira precária sem retorno de laudo para a Escola.

No que se refere à Educação Profissional foram desenvolvidos 'Programas de Educação Profissional de Pessoas Portadoras de Deficiência, com os recursos provenientes do Contrato firmado entre a Secretaria de Estado do Emprego e Relações do Trabalho e a Federação das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais do Estado do Paraná'.  Os cursos desenvolvidos pela Escola foram: jardinagem, cozinha, bijuteria e viveiro de plantas.

Estamos batalhando no sentido de estabelecer parcerias com os setores produtivos da sociedade para qualificar mão-de-obra do deficiente para o emprego. Porém encontramos resistência por parte dos empresários. Acreditamos que esta vem da falta de esclarecimentos e pela mentalidade segregativa que ainda permeia todos os setores de nossa sociedade.

No que se referem a inserção no mundo o trabalho, após o curso de 'Viveiro de Plantas', tendo um aluno desenvolvidos as habilidades necessárias e a responsabilidade exigida, foi aceito para trabalhar no viveiro da Ervateira. Como o mesmo mudou de residência, não foi empregado.

Os demais alunos, devido suas dificuldades, ainda não conseguiram os requisitos mínimos para realizar um trabalho no mercado competitivo. Outro fator de dificuldade que encontramos é o número reduzido de vagas para trabalho e a fila de espera por uma vaga.

Na área social foram desenvolvidas Campanhas de Prevenção de deficiências através de palestras de conscientização aos adultos e especialmente dos estudantes do Ensino Médio; Centro de Educação Infantil; distribuição de panfletos explicativos; contatos freqüentes com atendentes de creches, Pastoral da Criança, agentes de saúde e em cursos de noivos.

Temos um compromisso com a inclusão dos deficientes mentais bem como prevenção de deficiência.

Estamos empenhados na ampliação do campo de atuação educacional especializado para fazer com que o Sistema Nacional de Educação, trabalhando com Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação Profissional, Educação de Jovens e Adultos e Projetos Especiais dentro dos níveis e modalidades de ensino.  As dificuldades maiores centram-se no alunado, número reduzido (36 alunos), bastantes diferenciado em dificuldades e idades, o que nos obriga a montar turmas muito heterogêneas.

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